Das cascas, nascem outras formas de vida.
Recolho exúvias de cigarras — e encontro nelas o rastro do que foi vida, do que foi som, do que continua sendo corpo.
Onde a cigarra se desprendeu de sua antiga forma, resta um vazio.
É esse espaço que chamo de útero — origem e abrigo, matéria e memória.
Essas estruturas naturais se transformam em esculturas, devolvendo à natureza o gesto da criação.
Essas obras exploram a relação entre corpo, tempo e paisagem — temas centrais em minha trajetória.